quarta-feira, 8 de junho de 2011

Palavras e ações

O filósofo americano Ralph Waldo Emerson tem uma frase interessante quando trata a respeito das relações humanas. Diz o seguinte: “Quem você é fala tão alto, que não consigo ouvir o que você está dizendo“.

Quantas vezes já pensamos a respeito disso? Quantas vezes já avaliamos o quanto nossas ações pesam no nosso cotidiano?

Muitas vezes, gostaríamos de ter um mundo mais justo, respeitoso. Discursamos de maneira eloquente, usando raciocínio lógico e perspicaz.

Doutras vezes exigimos do político, do chefe, do parente ações mais justas, posicionamento mais claro, atitude mais honesta.

Indignamo-nos perante as injustiças sociais, escrevemos para os jornais, mandamos correios eletrônicos a uma infinidade de contatos, a fim de expressar nossa opinião.

Tudo isso é muito justo e o correto exercício de cidadania cabe a cada um de nós de maneira impostergável.

Porém, já refletimos o quanto nossas palavras são efetivamente coerentes com nossas ações? Quanto de nosso discurso faz eco com nossos atos?

Ninguém tem o direito de exigir do outro aquilo que ainda não se esforça por oferecer.

Se você recebe um troco a mais no caixa da padaria, e não se incomoda em devolver o que não lhe pertence, é furto.

Se você não se incomoda em subornar o policial quando está sujeito a uma multa, está fomentando a corrupção.

E se você falsifica documentações e recibos, a fim de forjar sua declaração de renda, está incorrendo em crime contra o Estado.

Muito embora desejemos uma sociedade melhor, faz-se necessário uma análise do nosso proceder, a fim de que entendamos se nossas ações são coerentes com nosso discurso.

Quem furta pouco, no troco do supermercado, furtaria muito, se tivesse oportunidade. Assim, se você deseja políticos mais honestos, que a honestidade comece por você.

Quem suborna em uma aparentemente inocente multa, compraria consciências a qualquer preço, se assim tivesse condições.

Desta forma, se você anseia por relações sociais justas e direitos iguais para todos, comece por não exigir privilégios que não têm cabimento.

Quem não cumpre suas obrigações sociais, a partir da sua própria declaração de renda, não titubearia em forjar licitações, negociações ou desviar dinheiro público.

Se você sonha com governantes e homens de negócios que passem ao largo de conchavos e formação de quadrilhas de paletó, comece por você.

Só teremos direito de exigir uma sociedade mais justa, a partir do momento em que nosso discurso se concretize em valores e ações.

Até lá, correremos o risco de estarmos como o filósofo previu: nossas ações falarão tão alto, que ninguém conseguirá escutar o que estamos dizendo.
(momento espírita)

Jamais faça uma oração, mantra, reza ou canto sem sentir a profundidade e a emoção do que está fazendo.

Nunca se sinta culpado por dizer não quando seu coração exigir que assim seja. O contrário é absolutamente verdadeiro. Isso não é egoísmo é auto-estima.

Pré-julgar é sentimento fraco e tudo o que se projeta volta. Não quer ser julgado? Pare de julgar.

Seus medos são frutos exclusivos de sua imaginação. Você os criou. Você os elimina. A agressividade é uma forma de esconder o medo oculto.

Nunca comece um projeto analisando primeiro as dificuldades… Vais esquecer das facilidades. Não se constrói futuro com pessimismo.

Todo ser humano tem algo de bom. Se ele não demonstra isso é porque já plantou e colheu muitas desavenças. Ficou ácido.

Se suas colheitas não são boas, mude o plantio. Viva o presente. Ele não tem este nome por acaso.

Quem disfarça pessimismo achando que isso se chama cautela já morreu e ainda não descobriu.

Nunca dê nada sem que te peçam. Quem tem pouco, um dia já pode ter tido muito e não soube usar. Agora tem que aprender com o que tem.

Se você disser: “Não sou o que as pessoas acham que sou”… Errado, você é exatamente como que as pessoas te vêem. Só pensar diferente não resolve, é preciso atitude. Você certamente pensa uma coisa e faz outra.

Querer ser outra pessoa é o começo da virada. Mas ela, a virada, só acontece com uma posição ativa.

A minha, a sua efetiva Cura, estão dentro de nós, nos pensamentos e na forma como os implementamos.

Um desabafo sensato, por Herbert Vianna

O texto não é novo, mas atual. E pelo andar da carruagem, infelizmente, continuará por longos anos.



Cirurgia de lipoaspiração?

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?

Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação.

Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.

Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.

A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.

Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.

Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…

Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.

Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.